A adolescência, com seus ritos de passagem, descobertas e contradições, é o território que estrutura Luzes fora da tela, novo livro de contos de Lucas de Melo Bonez. A obra reúne quatorze histórias que exploram cenas de intensidade e verdade — como os jogos e as brincadeiras, os amores que surgem e desaparecem, as transições de níveis e os caminhos inesperados que moldam essa fase de transformações profundas.
Na contracapa, o livro se apresenta como um mergulho naquilo que constitui o cotidiano adolescente: experiências que parecem pequenas, mas carregam o peso das primeiras escolhas e das primeiras percepções sobre o mundo. Cada conto ilumina um fragmento dessa travessia, revelando personagens que oscilam entre o impulso e a dúvida, entre o desejo de crescer e o medo de deixar algo para trás.

Na orelha, o autor descreve o processo de escrita como um gesto duplo: retorno e avanço. Retorno aos temas que o acompanham desde sempre — escola, amizade, trabalho, família, sonhos, conflitos internos — e avanço na busca por novas formas de narrar essas experiências. Bonez parte de observações, lembranças, conversas e fragmentos de realidade que, ao serem transformados em ficção, ganham novas camadas de sentido. “A literatura tem essa capacidade: ela pega o que é pequeno e o amplia; pega o que é íntimo e o compartilha; pega o que é cotidiano e o transforma em reflexão”, afirma.
Com trajetória consolidada na educação e na criação artística, Lucas de Melo Bonez é professor, diretor de teatro estudantil e escritor. Mestre em Letras pela PUCRS, atua na rede privada de ensino de Porto Alegre e dirige a Alma Ópera Rock, o maior grupo de teatro estudantil musical com temática heavy metal do sul do Brasil. Como autor, já publicou vinte obras, entre elas Dia de prova e outros contos adolescentes (2020), Farewell Tale: o encontro do adeus (2022) e Mosaico de Sangue (2024).
Luzes fora da tela amplia esse percurso literário ao revisitar a adolescência com sensibilidade, ritmo e olhar atento. É um livro que acende memórias, provoca reflexões e reafirma a potência das narrativas curtas para capturar o que há de mais humano nas pequenas grandes histórias do cotidiano.